Tupã voltou a registrar neste ano um caso de leishmaniose visceral humana, doença considerada grave e que pode levar à morte quando não tratada. O paciente confirmado tem 91 anos e recebeu atendimento médico e teve alta. O caso acendeu novamente o alerta das autoridades de saúde para a prevenção da doença.
A leishmaniose visceral é transmitida pela picada do mosquito-palha, inseto pequeno e de hábitos principalmente noturnos. Diferente do mosquito da dengue, ele costuma se reproduzir em locais úmidos, com matéria orgânica acumulada, folhas, fezes de animais e quintais mal higienizados.
Entre os principais sintomas estão febre prolongada, emagrecimento, fraqueza, anemia e aumento do fígado e do baço. Em idosos e pessoas com baixa imunidade, a doença pode evoluir de forma mais grave.
A prevenção depende principalmente dos cuidados com o ambiente. Especialistas orientam a população a:
- manter quintais limpos;
- evitar acúmulo de folhas, lixo e matéria orgânica;
- recolher fezes de animais frequentemente;
- manter canis e áreas de animais higienizadas;
- usar telas e repelentes, principalmente no período da noite;
- procurar atendimento médico ao apresentar sintomas persistentes.
Os cães também merecem atenção, já que podem atuar como reservatórios da doença. Animais com emagrecimento, queda de pelos, feridas na pele e crescimento exagerado das unhas devem ser avaliados por um veterinário.
Segundo autoridades de saúde, o combate ao mosquito-palha e a limpeza dos ambientes continuam sendo as formas mais eficazes de reduzir o risco de novos casos em Tupã e na região


