Vacina da Dengue é suspensa após mortes suspeitas: O que fazer quem já se vacinou?

O Ministério da Saúde determinou a suspensão temporária da aplicação da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan após o registro de 42 eventos adversos severos, incluindo duas mortes que estão sob investigação. Até o momento, não há comprovação de que os óbitos tenham sido causados pelo imunizante.

Segundo o governo federal, mais de 500 mil doses da vacina já haviam sido aplicadas em todo o país, principalmente em profissionais da saúde e em municípios participantes das primeiras etapas da campanha de vacinação. A suspensão tem caráter preventivo e busca permitir uma análise mais aprofundada dos casos registrados.

Apesar da medida, autoridades sanitárias e o próprio Instituto Butantan reforçam que não há motivo para pânico entre as pessoas já vacinadas.

Em entrevista à GloboNews, o diretor do Instituto Butantan, Esper Kallás, afirmou que quem recebeu a vacina há mais de 21 dias pode ficar tranquilo.

“Todos aqueles que já receberam a vacina podem contar com a proteção que a vacina promete. Quem recebeu a vacina há menos de 21 dias, se tiver algum tipo de reação, deve reportar às autoridades de saúde, mas, passados os 21 dias da vacinação, a pessoa só usufrui dos benefícios da proteção”, afirmou o especialista.

De acordo com a orientação oficial, pessoas vacinadas há menos de 21 dias devem ficar atentas a possíveis reações e procurar uma unidade de saúde caso apresentem sintomas ou qualquer alteração significativa. Também é recomendado comunicar eventuais reações aos serviços de vigilância em saúde.

O Ministério da Saúde informou ainda que os eventos graves representam uma parcela extremamente pequena dos vacinados e ressaltou que a investigação busca confirmar se existe ou não relação entre os casos e a vacina.

Enquanto a análise é realizada, as doses já distribuídas deverão permanecer armazenadas e a campanha seguirá suspensa por tempo indeterminado.

O que fazer se você tomou a vacina?

  • Menos de 21 dias após a aplicação: observar possíveis reações e procurar atendimento médico em caso de sintomas preocupantes.
  • Mais de 21 dias após a aplicação: não há recomendação especial; a orientação é manter a rotina normalmente.
  • Em qualquer situação: comunicar eventos adversos às autoridades de saúde para auxiliar no monitoramento da segurança da vacina.

As investigações seguem em andamento e deverão determinar se os casos graves possuem relação direta com o imunizante ou se ocorreram por outros fatores clínicos.